WETIGA HOTEL

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Lê-se UETIRRÁ, significa pedra, na língua dos índios Kadiweus, tribo que vive na região de Bonito/MS – Brasil

Inspirado nas belezas naturais da região o projeto reúne em síntese um conjunto de elementos, com o intuito de ir além das expectativas do hóspede do ecoturismo.

 

A proposta é envolver o corpo e a consciência ante um confronto entre duas geometrias, ou seja, um desdobramento do jogo de tensão das duas mundividências: a proveniente da urbanidade impermeável, quadrática, reta, vertical, apolínea, artificial, fragmentada e repetitiva, com a presente nas curvas e assimetrias das águas, dos troncos, dos galhos, das rochas do ambiente permeável, objetivando a busca do resgate do reto equilíbrio pelas linhas tortas, fazendo uma metáfora da continuidade dos passeios pela natureza pronta, nas nascentes, nas cachoeiras, nas cavernas, nas trilhas dos bosques, nos rios entre pedras e cascatas, pássaros, flores e paisagens e a vivência desta mesma espacialidade nos ambientes do hotel.

Assim sendo o espaço fica caracterizado pelo predomínio da “geometria orgânica” das formas naturais em seu conjunto e divide as funções em três momentos: A recepção (social) com o saguão configurado pela floresta de toras, com altura a oferecer domínio do conjunto e transparência para o ponto de fuga: o jardim suspenso e a cascata ao fundo. A hospedagem (íntimo) com acesso por ambas as passarelas. “Trilhas no bosque” que levam às suítes, todas voltadas para o lazer (o recreativo) pátio interno central, jardim, córrego, cascata e piscinas. Uma vez que não há paisagem externa esta disposição prioriza a privacidade, o bem estar e o repouso. Serviços e equipamentos têm sua localização adequada e funcional.

 

 

A obra reconsidera forma e função e leva o espectador a intuir uma corrente de significados.

As toras de AROEIRA (Astronium Urudeuva) que sustentam a estrutura do saguão foram salvas de serem picadas e se tornarem palanques de cerca (destino de todas as outras centenas licenciadas pelo IBAMA) ou serradas e também destinadas a diversos fins. Já as toras laterais de BALSAMO ou CABRIÚVA VERMELHA (Myroxylon Balsamum) que sustentam as passarelas e as escadas, foram “colhidas” carbonizadas.

Queimadas quatro vezes em pé nos campos de pastos de bois e seriam uma quinta ou uma sexta vez, até quando não mais resistissem antes de sumirem em cinzas.

Estavam mortas e suspensas, nem mesmo os madeireiros prontificaram-se a utilizá-las, por serem inviáveis economicamente. Esculpindo o cerne e lapidando o carvão mostramos sua beleza e propositalmente deixamos algumas chamuscadas.

Cicatrizes da denúncia de procedência e prova de serem resgatadas de uma tragédia.

Da inconseqüência do desperdício criado por um problema cultural e burocrático.

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Foram eleitos os verdes, os brancos, os azuis e as cores da madeira natural que juntos dão força e representatividade na intencional colagem da beleza das paisagens e nos elementos arquitetônicos no conjunto da obra.

 

Mauro Antonietto

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